Sou muito mais do inverno que do verão.
É que o amor começa sempre no inverno. Foi no inverno que te vi chegar naquele café e eu, sem jeito e sem saber de fato o que fazer, fui me aconchegando já dentro do teu peito, que os olhos verdes tinham de longe me arrebato ao infinito dos apaixonados.
Eu fui canalha, eu fui prepotente e esquisita, pra te conquistar. Eu joguei meu ego às alturas pra fingir uma confiança inexistente. Eu era só uma menina a mais que você conhecia nessa cidade, mas seria, enfim, a última.
E no inverno dos dias de Julho, os sinos toacaram, então, naquela tarde de domingo. Você de cabelo preso e jaqueta xadrez, deslizando o all star até chegar à porta; meu coração não resistia, naminha cabeça uma voz explodia: “é ela, é ela!”.
Agora, eu só penso em achar um jeito de arranjar um canto, um micro-ondas e uma TV, que é pra esse nosso amor imenso ter onde morar. Um canto em que eu possa te ver acordar todas as manhãs, em que sejam os teus braços a me embalar as noites.
Eu só quero me casar com você.
Só quero
•Novembro 29, 2009 • 1 Comentário•Agosto 3, 2009 • Deixe um comentário
ela me veste de amor todos os dias.
faço dela minha segunda pele,
meu casaco de inverno, meu cachecol.
ela me despe de amor todas as noites.
deixa trilhas suas na minha pele,
faz de mim o seu lençol.
•Maio 19, 2009 • 1 Comentário
Quando o mundo acabou pela primeira vez, eu a vi ir embora sem querer olhar pra trás. Eu fiquei ali parada, lágrimas, fumaça e vazio. Tudo virou uma mescla de sentidos que deu num imenso vazio: eu era só mais uma pessoa sozinha em meio a todos os outros.
Eu andava pelas ruas de pedra, um cigarro entre os dedos. O carro ao longe e eu seguindo o rastro de luzes até não poder mais saber nem onde estava, nem o que queria. Ouvia no fone uma música igualmente triste, que tristeza que se preze há de ter o seu devido acorde.
Ela foi embora.
Do amor
•Fevereiro 25, 2009 • 1 ComentárioE quando você vai, sempre deixa em mim o cheiro. Esse cheiro que eu preciso ter em mim, que eu procuro feito bicho pra reconhecer que é você, excluindo todo o resto, a minha causa e os meus efeitos.
Que a tua pele tocando a minha é a comprovação de que eu vivo. Que ganhar da tua boca os beijos é materializar o que não é palpável. Nosso amor se concretiza quando tocam em mim os teus lábios.
Que o mundo se desfaz imenso, quando, dentro do teu abraço, eu percebo que já não são necessários nenhum pára-raios. É no teu peito que eu encontro toda a paz do mundo.
Vírgulas
•Fevereiro 21, 2009 • 1 ComentárioEssas vírgulas, meu bem, mudaram o nosso rumo. Trocaram o doce pelo amargo e puseram nossos olhares à terceira margem. Acabaram com os risos e suspiros: deixaram só a mágoa.
