La niña del aire

•abril 5, 2010 • Deixe um comentário

La niña del aire jamais se explica, e quando o faz é somente para mostrar que a coisa anda feia e que a paciência já está a ultrapassar qualquer limite.
La niña del aire canta enquanto caminha e sorri pras coisas simples da vida. Ela sabe ser leve e me ensina a ser menos também.
La niña del aire não se importa com a mesquinhez do mundo. Ela se basta em sua felicidade plena de ser e ela me ensina a olhar pra beleza do que eu sou também.
La niña del aire me faz feliz porque ela é feliz antes.

Só quero

•novembro 29, 2009 • 2 Comentários

Sou muito mais do inverno que do verão.
É que o amor começa sempre no inverno. Foi no inverno que te vi chegar naquele café e eu, sem jeito e sem saber de fato o que fazer, fui me aconchegando já dentro do teu peito, que os olhos verdes tinham de longe me arrebato ao infinito dos apaixonados.
Eu fui canalha, eu fui prepotente e esquisita, pra te conquistar. Eu joguei meu ego às alturas pra fingir uma confiança inexistente. Eu era só uma menina a mais que você conhecia nessa cidade, mas seria, enfim, a última.
E no inverno dos dias de Julho, os sinos toacaram, então, naquela tarde de domingo. Você de cabelo preso e jaqueta xadrez, deslizando o all star até chegar à porta; meu coração não resistia, naminha cabeça uma voz explodia: “é ela, é ela!”.
Agora, eu só penso em achar um jeito de arranjar um canto, um micro-ondas e uma TV, que é pra esse nosso amor imenso ter onde morar. Um canto em que eu possa te ver acordar todas as manhãs, em que sejam os teus braços a me embalar as noites.
Eu só quero me casar com você.

•agosto 3, 2009 • Deixe um comentário

ela me veste de amor todos os dias.

faço dela minha segunda pele,

meu casaco de inverno, meu cachecol.

ela me despe de amor todas as noites.

deixa trilhas suas na minha pele,

faz de mim o seu lençol.

•maio 19, 2009 • 1 Comentário

Quando o mundo acabou pela primeira vez, eu a vi ir embora sem querer olhar pra trás. Eu fiquei ali parada, lágrimas, fumaça e vazio. Tudo virou uma mescla de sentidos que deu num imenso vazio: eu era só mais uma pessoa sozinha em meio a todos os outros.

Eu andava pelas ruas de pedra, um cigarro entre os dedos. O carro ao longe e eu seguindo o rastro de luzes até não poder mais saber nem onde estava, nem o que queria. Ouvia no fone uma música igualmente triste, que tristeza que se preze há de ter o seu devido acorde. 

Ela foi embora.

Do amor

•fevereiro 25, 2009 • 1 Comentário

E quando você vai, sempre deixa em mim o cheiro. Esse cheiro que eu preciso ter em mim, que eu procuro feito bicho pra reconhecer que é você, excluindo todo o resto, a minha causa e os meus efeitos.
Que a tua pele tocando a minha é a comprovação de que eu vivo. Que ganhar da tua boca os beijos é materializar o que não é palpável. Nosso amor se concretiza quando tocam em mim os teus lábios.
Que o mundo se desfaz imenso, quando, dentro do teu abraço, eu percebo que já não são necessários nenhum pára-raios. É no teu peito que eu encontro toda a paz do mundo.

 
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