Quando o mundo acabou pela primeira vez, eu a vi ir embora sem querer olhar pra trás. Eu fiquei ali parada, lágrimas, fumaça e vazio. Tudo virou uma mescla de sentidos que deu num imenso vazio: eu era só mais uma pessoa sozinha em meio a todos os outros.
Eu andava pelas ruas de pedra, um cigarro entre os dedos. O carro ao longe e eu seguindo o rastro de luzes até não poder mais saber nem onde estava, nem o que queria. Ouvia no fone uma música igualmente triste, que tristeza que se preze há de ter o seu devido acorde.
Ela foi embora.

eu adoro estes teus textos. voce diz, quase tudo que eu tenho engasgado, coisas que a gente sente mas não consegue – não por falta de portugues, vontade – por falta de não saber mesmo, como reagir, por falta de não saber expressar. e ler eles aqui, transcritos em mil palavras que voce cuidadosamente escolhe e as encaixa é muito lindo.