.loucura.

Hoje enchi uma dúzia de folhas com palavras desconexas e tive a ilusão de ter criado um poema dadaísta.
Ilusão: nem poema nem dadaísta.

Sinto palavras presas em alguma parte do meu eu-lírico e a ânsia de escrevê-las de um modo febril me faz consumir mais cigarros que o meu pulmão suporta.

Vejo os pés da loucura por debaixo da minha porta. Sei que ela vai entrar a qualquer momento.

Mas somente sendo louco é que se pode ser genial.