.língua.

minha língua agora insiste em arder em momentos impróprios. onde deveria reinar absoluto apenas o bom senso e o silêncio das conveniências, minha língua, esta maldita, me trai pipocando as coisas que eu não queria dizer.

sinceridade faz mal quando o plano é viver em sociedade. verdades cuspidas nos olhos alheios ferem, marcam, eternizam os ressentimentos. o pior, porém, é quando a ardência inicia ao olhar-se pelos espelhos de dentro. a verdade é que não sou o que pareço, nem o que digo, nem o que escrevo.

sou uma cópia malfeita de mim mesmo.

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