Da arte de ser vazio

Que lastima, pero adios.

Me despido de ti e me voy.

Das coisas todas que vieram contigo, guardei só aquele velho jeito amargo de olhar as coisas: como se só o nada fizesse sentido. E fiquei vazio de planos, que planejar é cuspir na cara das fiadeiras e travar uma guerra inútil com a Inevitável. Eu escolhi não fazer escolha nenhuma, eu me ausentei das responsabilidades, eu calei no peito as minhas verdades…

Das coisas todas que vieram contigo, guardei só este hábito de ser vazio.