Quando o mundo acabou pela primeira vez, eu a vi ir embora sem querer olhar pra trás. Eu fiquei ali parada, lágrimas, fumaça e vazio. Tudo virou uma mescla de sentidos que deu num imenso vazio: eu era só mais uma pessoa sozinha em meio a todos os outros.

Eu andava pelas ruas de pedra, um cigarro entre os dedos. O carro ao longe e eu seguindo o rastro de luzes até não poder mais saber nem onde estava, nem o que queria. Ouvia no fone uma música igualmente triste, que tristeza que se preze há de ter o seu devido acorde. 

Ela foi embora.